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Conheça oito alimentos que podem aumentar o risco de câncer

Bacon, refrigerante e até churrasco têm substâncias cancerígenas

Maus hábitos alimentares estão diretamente relacionados com essa estatística. A vida moderna, cada vez mais agitada, dificultou o velho (e bom) hábito de preparar os próprios alimentos e deu lugar aos alimentos prontos para consumo ou de fácil preparo. 

O nutricionista Fábio Gomes, do INCA, explica que muitos alimentos possuem fatores mutagênicos, ou seja, lesam as células humanas e alteram o material genético que existe dentro dela. "Esse processo leva a uma multiplicação celular muito maior do que o normal e, em consequência, pode aparecer um tumor". Muitos desses alimentos não apresentam qualquer benefício à saúde e podem ser facilmente riscados do cardápio. Veja quais são e modere no consumo dos alimentos que predispõem a doença.  

  1. Carnes processadas

Linguiça, salsicha, bacon e até o peito de peru contêm quantidades consideráveis de nitritos e nitratos. Essas substâncias, em contato com o estômago, viram nitrosaminas, substâncias consideradas mutagênicas, capazes de promover mutação do material genético. 
"A multiplicação celular passa a ser desordenada devido ao dano causado ao material genético da célula. Esse processo leva à formação de tumores, principalmente do trato gastrointestinal", explica Fábio Gomes. 
A recomendação do especialista é evitar esses alimentos, que não contribuem em nada com a saúde. 

  1. Refrigerantes

A bebida gaseificada, além de conter muito sal em forma de sódio, possui adoçantes associados ao aparecimento de câncer. O ciclamato de sódio, por exemplo, é proibido nos Estados Unidos, mas ainda é utilizado no Brasil, principalmente em refrigerantes "zero". "Essa substância aumenta o risco de aparecimento de câncer no trato urinário", conta Fábio Gomes. 
Quanto aos adoçantes que podem ser adicionados à comida ou à bebida, o nutricionista diz que ainda não há comprovação científica. "O ideal é que o adoçante seja usado de forma equilibrada, pois é um produto destinado a pessoas com diabetes e não deve ser consumido em excesso pela população em geral", aponta.

  1. Alimentos gordurosos

Fábio Gomes explica que não é exatamente a gordura a principal responsável pelo aparecimento de câncer, e sim a quantidade de calorias que ela agrega ao alimento. A comida muito gordurosa é densamente calórica, ou seja, tem mais que 225 calorias a cada 100 gramas do alimento. "Por esses alimentos geralmente serem pobres em nutrientes, é preciso ingeri-los em grandes quantidades para obter saciedade, o que leva ao superconsumo", conta o nutricionista do INCA. 
Em excesso, esses alimentos provocam obesidade, que é fator de risco para câncer de pâncreas, vesícula biliar, esôfago, mama e rins. A célula de gordura libera substâncias inflamatórias, principalmente hormônios que levam a alterações no DNA e na reprodução celular, como o estrogênio, a insulina e um chamado de fator de crescimento tumoral. 

Alimentos ricos em sal

"Se ingerido em quantidade maior do que cinco gramas por dia, o sal pode lesar as células que estão na parede do estômago", explica o nutricionista Vinicius Trevisani, do Instituto do Câncer de São Paulo. Essa agressão gera alterações celulares que podem levar ao aparecimento de tumores. 
Procure evitar alimentos ricos em sal ou mesmo aqueles que usam sal para aumentar o tempo de conservação, como os congelados e os comprados prontos que só precisam ser aquecidos. 
Entram nessa lista: carne seca, bacalhau, refrigerantes, pizzas congeladas, iscas de frango empanadas congeladas, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, entre outros. 

Churrasco

Na fumaça do carvão há dois componentes cancerígenos: o alcatrão e o hidrocarboneto policíclico aromático. "Ambos estão presentes na fumaça e impregnam o alimento que é preparado na churrasqueira", explica Fábio Gomes. "Eles também possuem fatores mutagênicos que levam ao aparecimento de tumores."  

Dieta pobre em fibras

O nutricionista Vinicius Trevisani explica que o intestino se beneficia muito pelo consumo adequado de fibras. Elas garantem um bom trânsito intestinal, de modo a eliminar os ácidos biliares secundários, um produto da digestão presente no intestino. Isso evita a agressão às células do intestino e a multiplicação celular descontrolada.  

Preparo com altas temperaturas

Alimentos fritos ou grelhados também incorporam algumas substâncias cancerígenas. Ao colocar o alimento cru em óleo ou chapa muito quentes (com temperatura aproximada de 300 a 400°C), são formadas aminas heterocíclicas - substâncias que contêm fatores mutagênicos e estimulam a formação de tumores.
O nutricionista Fábio recomenda preparar as carnes ensopadas - modo de cozimento em que não há nenhuma formação de aminas-, ou ainda prepará-las no forno. Dessa maneira, a temperatura do alimento aumenta gradualmente e não chega a níveis tão altos.  

Alimentos com agrotóxicos

Não existe uma forma eficiente de limpar frutas, verduras e legumes dos agrotóxicos. "Muitas vezes, esses conservantes são aplicados nas sementes e passam a fazer parte da composição do alimento", aponta Fábio Gomes. Ele explica que o agrotóxico provoca vários problemas de saúde em quem tem contato direto com esses alimentos, mas ainda está em estudo a sua real contribuição com o aparecimento do câncer. 
Como ainda existem dúvidas sobre esses efeitos, o nutricionista orienta evitar opções ricas em agrotóxicos. É melhor consumir alimentos cultivados sem o produto químico, que comprovadamente têm mais vitaminas, minerais e compostos quimiopreventivos. "Estes compostos atuam na proteção e reparação celular frente a uma lesão que pode gerar câncer", afirma.  

 

Fonte: http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/14669-conheca-oito-alimentos-que-podem-aumentar-o-risco-de-cancer

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10 Passos para uma alimentação Saudável

Verifique os 10 passos para promover uma alimentação saudável, e escolha aqueles que podem trazer variedade e mudança de qualidade em sua alimentação.

1. Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Elas são ricas em  vitaminas, minerais e fibras. As vitaminas e  minerais colaboram na manutenção e no bom funcionamento do organismo. E as fibras regulam o funcionamento intestinal, dão sensação de saciedade, e podem atuar prevenindo várias doenças.
2. Coma feijão pelo menos 1 vez ao dia. 
Varie os tipos de feijões usados e as formas de preparo. Use também outros tipos de leguminosas como soja, grão-de-bico, lentilha, etc. Coma feijão com arroz na proporção de 1 para 2. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde!
3. Reduza o consumo de sal. 
Tire o saleiro da mesa. O sódio é essencial para o bom funcionamento do organismo, mas o excesso pode levar ao aumento da pressão do sangue (hipertensão), e outras doenças. Evite temperos prontos, alimentos enlatados e embutidos. Use ervas frescas para realçar o sabor. 
4. Reduza o consumo de alimentos gordurosos, como carnes com gordura aparente, salsicha, mortadela, frituras e salgadinhos, para no máximo 1 vez por semana. Prefira os alimentos cozidos ou assados, leite e iogurte desnatados e queijos brancos.
5.Faça pelo menos 4 refeições por dia: café da manhã, almoço, jantar e os lanches! Não pule as refeições. Para lanche e sobremesa prefira frutas.
6. Mantenha o seu peso dentro dos limites saudáveis – veja se seu IMC (Índice de Massa Corpórea) está entre 18,5 a 24,9kg/m2. O IMC mostra se seu peso está adequado para a sua altura.
7. Consuma com moderação alimentos ricos em açúcar, como doces, bolos, e biscoitos. Prefira os cereais integrais.  
8. Aprecie sua refeição e coma devagar. Faça de sua refeição um ponto de encontro com a família. Não se alimente assistindo TV ou lendo livros e revistas. Reserve um tempo do seu dia para as refeições fazendo delas, momentos de muito prazer! 
9. Beba água! 
Muita água! 60% do nosso corpo é formado por água! Portanto, beba em média 2 litros de água (6-8 copos) por dia. Consuma com moderação bebidas alcoólicas e refrigerantes. 1ml de álcool fornece 7kcal!! Prefira sucos de fruta fresca ou polpa congelada.
10. Seja ativo! 
Acumule pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias. Caminhe pelo seu bairro, suba escadas, jogue bola, dance, enfim, 
mexa-se!! 

Atenção:
- Comece com os passos que você avalia que são mais fáceis de adotar no seu hábito alimentar e de sua família. Procure segui-lo todos os dias. 
- O hábito se adquire com constância e persistência e é uma questão de tempo. 
- Quando sentir que o passo já faz parte da sua rotina, siga para o próximo passo. 
- A alimentação saudável pode e deve ser gostosa. Consulte receitas para facilitar o consumo dos alimentos que vão fazer parte dos seus novos hábitos. 

Nosso serviço de Nutrição não tem como objetivo substituir uma consulta médica. As informações aqui divulgadas têm a função de fornecer uma orientação geral, o que pode não se aplicar a casos específicos. Consulte sempre sua nutricionista clínica ou médico sobre quais alimentos são indicados em seu caso.

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Precisamos de proteína?

Hildemar Santos

Estava almoçando em um restaurante tailandês com um grupo de colegas de Loma Linda, nos Estados Unidos. Como todos nos éramos vegetarianos pedimos uma substituição para os pratos com carne. De repente, todos os pratos servidos tinham tofu. Dessa forma, comemos tofu para o ano inteiro. Tive a impressão de que o garçom ficou com pena de nós por não comermos carne e requisitou do cozinheiro uma boa dosagem de substitutos, afinal não poderíamos ficar sem proteína.

E esse episódio me fez lembrar de um desenho onde estavam duas famílias. Uma era vegetariana com todos bem magros e a outra não era vegetariana e todos os membros eram bem gordos. E nesse desenho animado os que não eram vegetarianos perguntavam aos vegetarianos de onde eles tiravam a sua proteína.

Na verdade, fomos educados, em termos de dieta, de que a proteína é um dos mais importantes nutrientes para a saúde. Isso pode até ser verdade para as crianças e para a mulher grávida onde há a necessidade de crescimento. Porém, para a maioria de nós, o conceito não é válido.

Dieta rica em proteína?

Porém, hoje em dia, tem se falado muito na dieta sem carboidratos e rica em proteína. Parece que, para a perda de peso, uma dieta rica em proteína pode ajudar. Mas parece que a razão é mais com respeito à quantidade de calorias do que a quantidade de proteína.

Quantas gramas de proteína são indicadas pelos profissionais da nutrição? Aproximadamente 50 gramas por dia. Melhor dizendo, 0.8 gramas por quilograma de peso. Para uma pessoa de 70 quilos, por exemplo, a quantidade ideal seria de 56 gramas de proteína por dia.

Que quantidade de alimentos deveríamos ingerir para chegar a 50 gramas? De uma forma geral, os alimentos ricos em proteína contêm entre 20 e 25 gramas de proteína em cada porção. Por exemplo, um bife médio (de 80 gramas) tem cerca de 26 gramas de proteína, enquanto 1 pedaço de peito de frango do mesmo tamanho tem 23 gramas e um pedaço de file de peixe tem cerca de 20 gramas. No caso dos grãos, uma xícara de soja tem 22 gramas e o resto dos feijões tem em media entre 17 a 20 gramas de proteína por xícara.

Outros alimentos também contêm proteínas, porém em menor quantidade. Mas se comermos uma variedade dos mesmos chegaremos fácil ao nível ideal de consumo. Por exemplo, uma castanha do Pará tem 2 gramas de proteína, enquanto o leite de soja tem 9 gramas por xícara e o leite de vaca apresenta pelo menos 8 gramas por xícara. Um ovo tem 6 gramas, uma xícara de espinafre tem 5 gramas, meia xícara de tofu tem 10 gramas e uma xícara de quinoa tem 8 gramas ao passo que uma de aveia tem 6 gramas.

Portanto, é fácil ter um consumo adequado de proteína dentro de uma dieta variada, seja vegetariana ou não. Eu diria que há maior risco de ingerirmos mais proteína em uma dieta vegetariana do que naquela que não é vegetariana. E quais seriam os riscos de uma dieta rica em proteínas?

De uma forma geral, a proteína animal não vem sozinha e sempre traz a gordura animal junto e, assim, o risco do excesso de colesterol e enfermidades circulatórias ocorre. Alguns nutricionistas afirmam que todo o excesso de proteína é ingerido e eliminado pelo intestine e, por isso, não é absorvido. Por outro lado, outros profissionais da nutrição afirmam que o excesso de proteína aumenta o risco de câncer, doenças inflamatórias, diabetes e insuficiência renal. De qualquer forma, o melhor para a saúde é dosar mais as proteínas de origem vegetal. Principalmente os idosos, as crianças e a mulher grávida devem ter cuidado em ingerir adequada proteína, principalmente se esses seguem um regime vegetariano. A proteína também é necessária para os ossos, unhas, e cabelo.

Não aconselho o uso adicional de proteínas, ainda que muitos atletas e treinadores defendam a ideia de mais proteína para fabricar músculos na forma de pós, pílulas e barras. Ainda que a ingestão de proteína de um atleta deva ser de 1 ou 1.2 gramas de proteína por quilo de peso, isso apenas  elevaria o total de proteínas para perto das 70 gramas numa pessoa de 70 quilos, ou seja, necessidade esta que facilmente pode ser alcançada com a alimentação.

Assim, preste atenção se você está ingerindo suficiente proteína e se essa é da melhor qualidade – vegetal. Um prato de feijão, 4 castanhas do Pará, uma xícara de espinafre, uma xícara de aveia, um copo de leite de soja e uma xícara de quinoa por dia fornecem mais de 50 gramas de proteína.

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Doce veneno

Postado por: Silmar Cristo 9 de abril de 2015em Bem-estarCapa Nenhum comentário

 
Açúcar refinado é o flagelo do corpo e da mente

Durante a vida média do brasileiro, circularão pelo seu organismo aproximadamente 4,5 toneladas de açúcar refinado. Imagem: Fotolia

Para os que desejam melhorar a qualidade e a expectativa de vida, a eliminação ou redução drástica do consumo de açúcar refinado em qualquer forma é um dos passos mais importantes. Esse produto tem um efeito devastador na saúde física e mental da maioria dos consumidores. Boa porcentagem das enfermidades metabólicas e neuropsiquiátricas que afetam o ser humano moderno tem origem no consumo excessivo dessa caloria vazia. Obesidade, diabetes tipo 2, depressão e hiperatividade são os problemas mais comuns relacionados ao uso do açúcar refinado. Mesmo nos casos em que não há uma relação direta, o açúcar pode exacerbar os sintomas e a progressão dessas enfermidades. Por exemplo, uma pessoa com depressão relacionada a traumas psicológicos obteria grandes benefícios evitando seu consumo.

 

O Brasil é o maior produtor de açúcar de cana do mundo e o segundo maior consumidor, com um total anual per capita de 60 quilos. Isso significa que, durante a vida média do brasileiro, circularão pelo seu organismo aproximadamente 4,5 toneladas de açúcar refinado. Essa estimativa é conservadora, porque não se considera o açúcar de outras origens, como o de milho e o de frutas. Nos Estados Unidos, o consumo atinge 75 quilos por ano, e os especialistas sugerem que a quantidade de açúcar refinado consumido anualmente pode equivaler ao peso do consumidor. Quando menciono essas estatísticas, muitos não se incluem nelas, pensando que estou falando do açúcar adicionado no momento do consumo de algum alimento. Não é isso. Tais estimativas se referem ao açúcar que vem embutido na maioria dos alimentos processados. No mercado americano de alimentos existem aproximadamente 700 mil itens de consumo, e calcula-se que mais de 500 mil itens estejam lotados de açúcar.

Tecnicamente, o açúcar refinado pode ser considerado uma droga, porque, no processo do refinamento, perde água, fibras, minerais, vitaminas e proteínas, tornando-se 99,5% sacarose. Ingerido nesse estado, sem os outros elementos que acompanham o processo de digestão, absorção e assimilação, ele desencadeia uma série de mecanismos compensatórios, roubando nutrientes do organismo, entre eles o cálcio e diversas vitaminas.
Em muitas pessoas, o açúcar tende a provocar uma elevação súbita da glicemia, que, às vezes, é seguida de uma reação aguda do pâncreas, produzindo insulina em quantidades altas e gerando oscilações glicêmicas. Isso pode levar a transtornos do humor, irritabilidade, impaciência, intolerância e até violência.

Por sua vez, um estudo realizado para determinar os índices de câncer e sua relação com o açúcar constatou que, quanto maior é o consumo do produto, maiores são as taxas de óbitos por essa enfermidade.

É necessário, portanto, estabelecer uma estratégia eficaz para a redução ou eliminação do consumo de açúcar refinado. Como ele pode provocar dependência em alguns indivíduos, às vezes ocorrem crises de abstinência por um período. Veja algumas dicas:

1. Pelas razões mencionadas, evite todos os alimentos processados, uma vez que a maioria contém muito açúcar.

2. Evite sucos adoçados e refrigerantes. Eles contribuem com grande parte da ingestão de açúcar. Para evitar a compulsão pelos sucos e refrigerantes, tenha sempre água ao seu alcance. Quando tiver vontade de tomar esses líquidos, beba água imediatamente, e o desejo irá desaparecer.

3. Substitua os alimentos refinados pelos integrais para evitar as variações bruscas que esses alimentos produzem nos níveis de glicemia e insulina, o que leva a um ciclo vicioso de fome e ingestão de calorias vazias.

4. Se preferir, utilize mel de abelhas ou melado de cana com moderação. Lembre-se de que a glicose de que nosso corpo necessita se encontra em muitos alimentos. Na realidade, o açúcar pode ser 100% dispensável.

Os resultados para a saúde física e mental serão fabulosos. Isso sem falar nos possíveis efeitos positivos sobre o caráter e a espiritualidade.

SILMAR CRISTO é médico, consultor e autor de vários livros sobre saúde e qualidade de vida

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