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Páscoa: Coelho ou Cordeiro

A Páscoa é uma celebração de origem divina e seu caráter é essencialmente bíblico e religioso.

Itaniel Silva


Nas últimas décadas, a humanidade, influenciada pela força do capitalismo a transformou em fonte de lucro e de consumo, deturpando radicalmente seu sentido cristão.
Por acreditarem que o ovo simbolizava o nascimento, os antigos egípcios e persas costumavam pintar ovos com cores da primavera e presentear aos amigos. Os primeiros a darem ovos coloridos na Páscoa, simbolizando a ressurreição, foram os primitivos cristãos do Oriente e da Europa.

Os ovos não eram comestíveis, como se conhece hoje. Era apenas um presente original simbolizando a ressurreição como o início de uma nova vida. Os ovos de chocolate como conhecemos hoje, surgiram no século 20.
O coelho foi símbolo da fertilidade e da vida para diversos povos da terra. Os imigrantes alemães trouxeram a tradição do coelho para as Américas em meados do século 18. Assim, os ovos e o coelho tradicionalmente passaram a fazer parte da Páscoa cristã.

Mas, embora na tradição dos povos o coelho seja símbolo da fertilidade e os ovos símbolo da renovação da vida, definitivamente eles não são símbolos da Páscoa original.
Para conhecermos o verdadeiro sentido da Páscoa, os elementos envolvidos nela e a razão de sua origem, devemos voltar à Bíblia.

O povo de Deus, formado a partir de Abrão e Sarai, estava já por quatrocentos e trinta anos vivendo sob a escravidão dos egípcios. Mas, o momento de Deus libertá-lo havia chegado. (A história da Páscoa pode ser encontrada a partir do capítulo 3 do livro do Êxodo). Então o Senhor chamou Moisés para ser o líder da tão sonhada libertação. Quando Moisés apresentou o plano, Faraó recusou. É claro que ele jamais iria aceitar a proposta de perder a mão-de-obra escrava de centenas de milhares de homens e mulheres.

Percebendo o descaso de Faraó, Deus passou a apelar por meio de atos dolorosos, os quais a Bíblia chama de pragas. Dez ao todo. Diante de cada uma delas, o chefe da nação egípcia continuava endurecido. Deus então anuncia aquela que seria a décima e última praga. O último destes atos de juízo divino atingiria o que há de mais precioso para o ser humano - a vida. "Assim diz o Senhor: Por volta da meia noite, passarei por todo o Egito. Todos os primogênitos morrerão, desde o filho mais velho do Faraó, herdeiro do trono, até o filho mais velho da escrava" (Êxodo 11. 4 e 5). Desta vez, o juízo recairia sobre os filhos primogênitos, tanto dos animais como dos homens. Tanto dos egípcios, quanto dos escravos hebreus. Todos estavam sob a condenação. Mas, Deus nunca executa um juízo sem antes prover um meio de escape. "Deus é amor" (I João 4.8). Assim, naquela noite, se alguma família quisesse ser poupada da morte, quer fosse egípcia ou israelita teria que praticar a Páscoa. Só ela poderia salvar da morte. E o que era a Páscoa? Como praticá-la e evitar a catástrofe sobre os primogênitos? Simples.

Cada família deveria prover um cordeirinho, sem defeito, de um ano, matá-lo, colher seu sangue, pintar o alto e as laterais da porta com o sangue. Toda a família deveria entrar pela porta, permanecer dentro da casa durante a noite e comer a carne do cordeirinho com pão sem fermento e ervas amargas. Fazendo assim, à meia noite, quando o anjo responsável por executar o juízo da morte chegasse, ao ver o sangue na porta, ele pularia aquela casa. A família estaria salva. Isto é a Páscoa. A palavra Páscoa quer dizer passar por cima. Passar por alto, conforme (Êxodo 12.13,23 e 27). A história completa da Páscoa pode ser conhecida lendo o livro bíblico do Êxodo, capítulo 12.

O cordeirinho morto naquela noite, para salvar os primogênitos condenados do Egito, simbolizava outro cordeiro. "O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1.29). Toda pessoa que nasce no mundo, chega aqui em semelhante condenação à dos primogênitos naquela noite no Egito. "O salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23). Mas Deus nunca permite que a sentença de morte recaia sobre quem quer que seja sem antes oferecer uma saída. E a saída veio por meio de Jesus. Ele deu a vida para que cada pessoa da terra pudesse marcar sua vida com seu sangue e assim ser livre da condenação. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16).

Coelhos, ovos e chocolates nunca estiveram associados à Páscoa, mas ao comércio e ao consumismo. Nossa verdadeira Páscoa é Cristo Jesus. Seu sacrificio dá o real sentido à comemoração desta data.
Nesta Páscoa, além de comer os ovos de chocolate, não deixe de se alimentar de Cristo Jesus. Ele disse de si mesmo: "Aqui está o pão que desce do céu, para que não pereça quem dele comer" (João 6.50).

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Semana Santa 2016 - ComPaixao

O ministério de Jesus foi um ministério de compaixão. Ele declarou isso ao inaugurar sua obra quando entrou em uma sinagoga e citou o profeta Isaías: “O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes”. Is 61:1 e 2.

Cristo serviu as pessoas e buscou atender suas necessidades, Ele deixou o legado da compaixão. A semana santa 2016 terá essa ênfase e abordará a compaixão de Cristo por cada um de nós.

Participe!, convide seus amigos para assistir esta maravilhosa programação aqui na IASD Central de Niterói ou na Igreja Adventista mais próxima de você - de 19 à 27 de março de 2016.

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Adventistas lançam vídeo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Brasília, DF… [ASN] A Igreja Adventista preparou um vídeo especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em oito de março. O roteiro apresenta diversas personagens em situações diferentes, desde o tempo bíblico até os dias atuais. Segundo o produtor do Centro de Mídia da Igreja Adventista para oito países da América do Sul, Joseias Cunha, conhecido como Moiza, a ideia é mostrar que “cada mulher pode fazer a diferença e desenvolver a excelência, se estiver ligada a Deus”, conta.

O roteiro inicia com uma intérprete caracterizada com roupas dos tempos bíblicos, representada por Joelma Anjos, auxiliar de serviços gerais. A cena foi gravada no Vale da Lua, um dos pontos mais visitados na Chapada dos Veadeiros, no município de Alto Paraíso de Goiás. Em seguida, aparecem mulheres em circunstâncias modernas: reunião, fazendo curativo no filho, preparando alimento, passando a lição da Escola Sabatina, dentre outras atividades. Acesse os materiais disponíveis para as programações especiais nas igrejas e assista o vídeo abaixo. [Equipe ASN, Silaine Bohry]

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A importância dos pais no preparo espiritual e moral do adolescente

A adolescência é uma etapa fundamental na vida, pois é um momento único na assimilação e interiorização de valores em todas suas dimensões. Neste estágio da vida, embora o adolescente pareça se distanciar um pouco dos pais, é fundamental entender que os pais ainda representam um fonte de forte influência para os adolescentes. Pesquisas demonstram que – comparados aos amigos – os pais são os que mais influenciam o pensamento e o comportamento do adolescente.[1]

Se os pais são importantes para os adolescentes, é necessário que sejam cuidadosos em seu modo de viver, a fim de também impactar espiritual e moralmente seus filhos. Estes são alguns cuidados especiais que devem ser tomados:[2]

1. Os pais precisam ensinar aos filhos as questões espirituais

Este ensino não dever ser apenas teórico; os filhos precisam ver a prática da religião em seus pais. Obviamente, essa tarefa é desafiadora; é fácil falar de religião, de Deus, de fé, de Igreja, de obediência aos mandamentos, de estudar a Bíblia, de orar, de meditar. Entretanto, o discurso – por si só – não convence; é necessário que seja acompanhado de exemplo, modelação. Este tipo de ensino – teórico e prático – exige envolvimento por parte dos pais, exige tempo ao lado do filho, pois os melhores ensinamentos religiosos não ocorrem apenas na formalidade de um culto; eles podem ocorrer na informalidade de uma conversa no parque, um jogo na quadra, um passeio no shopping, um dia de pescaria, etc.

É verdade que há, também, outras pessoas que ensinam aos adolescentes os assuntos espirituais: o pastor da igreja, o professor da Escola Sabatina, o professor de Ensino Religioso, etc. Todavia, enfatizo aqui a importância da participação dos pais neste processo; afinal, os pais são as pessoas que mais impacto causam na primeira e segunda infâncias; os pais estão presentes constantemente na vida dos filhos. Assim, os pais não devem terceirizar as questões espirituais; eles devem assumir toda a responsabilidade como os primeiros líderes religiosos dos filhos. Isso vai marcá-los pelo resto da vida.

2. Os pais devem compartilhar suas próprias experiências espirituais

Desde pequeninos, nossos filhos ouvem as histórias bíblicas e crescem aprendendo sobre como as pessoas da Bíblia viveram sua vida com Deus. À medida que o tempo passa – e à medida que o processo cognitivo lhes permite mais maturidade em todos os sentidos – esses relatos vão adquirindo significado. O adolescente, finalmente, consegue pensar com profundidade sobre os erros e acertos das pessoas bíblicas que preencheram sua imaginação infantil. Em muitos casos, esses relatos ficam distantes, e pouco tem a ver com a experiência pessoal deles em pleno século 21.

Aqui entra em cena a participação dos pais! Em meio a conversas informais, os pais podem contar aos filhos como eles vivem sua vida espiritual e de que modo vencem os desafios espirituais que os filhos hoje estão enfrentando: ter um momento particular diário de meditação, como orar, como vencer as tentações, etc. Usando sua vida como exemplo, os pais podem conduzir o adolescente para uma religião e espiritualidade práticas, demonstrando em linguagem clara como se relacionar com Deus.

Não estou falando de aulas de Teologia. Estou falando de cristianismo em ação: “filho, eu sei que Deus me ama porque um dia eu estava aflito devido à doença da minha mãe. Então…”.

“Filha, eu entendo você; eu sei o que é sentir-se rejeitada pelas amigas. Sabe, quando eu estava no Ensino Médio…”.

Que maravilha poder ouvir da boca de pais sábios o relato de como se vive a autêntica vida religiosa!

Falando aos pais, o psiquiatra Rosse Campbell afirma que o adolescente “deve ficar sabendo como Deus satisfaz todas as necessidades pessoais e familiares, inclusive as financeiras” dos pais. “Ele precisa saber o conteúdo das orações dos pais. Por exemplo, você deve contar-lhe quando estiver orando a favor dos outros. Quando for possível, conte-lhe os problemas sobre os quais está pedindo a ajuda de Deus. Não se esqueça de mantê-lo informado a respeito de como Deus está operando em sua vida e como Ele está usando você para ministrar a alguém. Ele também deverá certamente saber que você está orando por ele e por suas necessidades particulares”.[3]

3. Os pais devem levar a sério a paternidade e a maternidade

Nós pais somos a figura de Deus em nosso lar. Ser pai e mãe é coisa séria; mais séria do que ser um bom chefe; mais séria do que ser um bom obreiro a serviço da Igreja; mais séria do que ser um bom profissional. Afinal, Deus não nos pedirá conta de quão bom fomos como funcionários, mas certamente nos pedirá conta dos filhos que nos deu.

E para terminar esta seção, um precioso texto de Ellen White para nós pais e mães:

“Todo lar cristão deve ter regulamentos; e os pais, em palavras e comportamento de um para com o outro, devem dar aos filhos um exemplo precioso e vivo do que desejam que eles sejam. A pureza da linguagem e a verdadeira cortesia cristã devem ser constantemente praticadas. Ensinai as crianças e os jovens a respeitarem a si mesmos, a serem leais para com Deus, leais aos princípios; ensinai-os a respeitar e obedecer à lei de Deus. Esses princípios lhes regerão a vida e serão guiados em suas relações com os demais. Esses princípios criarão uma atmosfera pura, cuja influência encorajará as pessoas no caminho ascendente que conduz à santidade e ao Céu”.[4]

[1] Citado em Gary Chapman. As cinco linguagens do amor dos adolescentes. 2a ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2006, p. 33-34.

[2] Adaptado de Ross Campbell. Como realmente amar seu filho adolescente. São Paulo: Mundo Cristão, 2004, p. 93-95.

[3] Ibidem, p. 94.

[4] Ellen G. White. Lar Adventista. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2002, p. 16.

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