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Estudo mundial discutirá papel da igreja na comunidade atual

A necessidade de relevância da religião para a comunidade será amplamente estudada durante três meses pelos adventistas

Brasília, DF …. [ASN] A cada trimestre, os adventistas do sétimo dia lançam um material mundial chamadoLição da Escola Sabatina, um produto que auxilia no estudo de temas bíblicos. Para os meses de julho, agosto e setembro o tema escolhido é O Papel da igreja na comunidade e pretende instigar a discussão sobre a necessidade de se combinar ações sociais e de cunho mais espiritual no cumprimento da missão.

 O guia temático teve como autor principal o casal Gaspar e May-Ellen Colón. May-Ellen, junto com o esposo, serviu com missionária por cinco anos no continente africano e por quatro anos na antiga União Soviética. Atualmente é diretora do Adventist Community Services International (ACSI), departamento de assistência social da Igreja Adventista para a América do Norte. O pastor Gaspar Colón já serviu, também, como líder de departamentos nas área de saúde, educação, assistência social e missão urbana da Igreja Adventista na América do Norte, além da experiência missionária em outros continentes com a esposa. Foi professor universitário e também é consultor para a área de Missão Urbana da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

  Veja esse vídeo que apresenta um esboço da primeira semana de estudos do guia:

 

Na introdução do guia temático, fica clara a proposta do estudo para os próximos três meses. “Nesse trimestre examinaremos essa visão integral do ‘evangelho eterno’ e o papel da igreja em impactar as comunidades que a cercam”. Entre as abordagens previstas estão a compreensão sobre justiça e misericórdia no Antigo Testamento, a forma como Jesus expressava solidariedade no seu convívio aqui nesse mundo, o ministério urbano nos tempos atuais, entre outros aspectos.

Saiba mais sobre os trabalhos sociais da Igreja Adventista, por meio do ministério da Ação Solidária Adventista (ASA) e da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA). [Equipe ASN, Felipe Lemos]

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Livro Esperança Viva pode ser compartilhado no meio digital

Brasília, DF … [ASN] Está no ar o site do livro Esperança Viva, de autoria do pastor e apresentador Ivan Saraiva. Milhões de exemplares do livro serão distribuídos nesse ano pelos adventistas em oito países sul-americanos gratuitamente dentro do projeto Impacto Esperança. A obra apresenta doutrinas bíblicas consideradas por alguns pouco conhecidas, impopulares e até polêmicas. As abordagens vão desde a guarda do sábado e passam por temas como estado dos mortos, teologia da prosperidade, a controvérsia entre criacionismo e evolucionismo, uso de línguas estranhas em cultos religiosos, entre outros tópicos.

Segundo Saraiva, que é apresentador do programa Está Escrito, da TV Novo Tempo, e que grava vídeos regularmente para compartilhamento nas mídias sociais, “o objetivo desse livro é alcançar pessoas que não acreditam mais em igrejas e, por consequência, no próprio evangelho. Esse fenômeno pós moderno se dá, sobretudo, por dois fatores: pela superficialidade do conhecimento bíblico e pelo alto índice de rejeição ao evangelho vulgar e descontextualizado que encontramos nos veículos de comunicação. Por isso, a intenção é mostrar que a Bíblia também não concorda e não aceita qualquer outro evangelho além do que o que ela mesmo apresenta”.

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A Bíblia é realmente muito antiga

Sempre surge alguém tentando descaracterizar a Bíblia Sagrada, argumentando que seu texto seria muito mais recente do que se crê e que, portanto, suas profecias não seriam realmente predições, mas histórias redigidas depois que os acontecimentos tiveram lugar.
Quanto ao Antigo Testamento, nunca é demais destacar a importância dos Manuscritos do Mar Morto. Até meados de 1947, o manuscrito mais antigo disponível no qual era baseada toda a tradução do Antigo Testamento datava de algo em torno do ano 900 depois de Cristo. Havia um lapso quase instransponível entre os originais perdidos e a única cópia à disposição dos acadêmicos. É bem no meio desse vasto e largo abismo que surgem os famosos Manuscritos do Mar Morto, descobertos acidentalmente em 1947 por um pastor de cabras, na região do Mar Morto, na Jordânia.
Os manuscritos ali encontrados foram datados com segurança entre 250 antes de Cristo até por volta do ano 70 depois de Cristo. Cópias de todos os livros do Antigo Testamento foram encontradas, com exceção do livro de Ester, que muito provavelmente era conhecido pelos essênios, os prováveis moradores da comunidade que produziu os documentos, como é evidenciado em alguns manuscritos de comentários desse livro.
Em relação aos manuscritos do Novo Testamento, há uma infinidade deles. Somente em grego, são em torno de 5.500. Em outras línguas, como latim, armênio, etíope, copta, etc., o número é superior a 20 mil. Cópias de vários séculos estão à disposição de qualquer crítico textual, demonstrando assim a integridade do texto do Novo Testamento.
Portanto, alegar que a Bíblia Sagrada seria uma obra mais ou menos recente é simplesmente admitir que se desconhecem os fatos. Mas tem mais.
Foram feitas várias descobertas arqueológicas relacionadas diretamente com a Bíblia. Calcula-se que aproximadamente 40 personagens bíblicos tenham sua historicidade confirmada por meio de documentação arqueológica. É o caso do rei Davi; do líder religioso de Israel na época de Jesus, Caifás; do rei Ezequias; de Pôncio Pilatos; do rei Jeú; de Baruque, secretário de Jeremias; e de Herodes, o Grande. E o mesmo pode ser dito a respeito de diversas localidades relacionadas com a história sagrada, que estiveram soterradas durante milênios em locais inóspitos do Oriente Médio. Alguns exemplos são Cafarnaum, Jericó, o tanque de Siloé, Babilônia, Ur dos Caldeus, Nazaré e Ebla.
Sir William Ramsay era um cético que não reconhecia a historicidade das Escrituras. Influenciado pelos pressupostos do Iluminismo presentes na teologia alemã do século 19, ele foi à Ásia Menor com o único propósito de desacreditar a geografia e a história do livro de Atos, no Novo Testamento. Porém, todas as pesquisas arqueológicas dele mostraram o contrário. Ramsay considerou o livro de Atos autoridade em assuntos como topografia, antiguidades e sociedade da Ásia Menor; um “aliado útil” em escavações obscuras e difíceis. Além disso, passou a se referir a Lucas como um “historiador de primeira grandeza”.
Em seu livro Razão, Ciência e Fé, o doutor em Filosofia pela Universidade de Chicago, J. D. Thomas, diz o seguinte: “Nesse conflito entre a Bíblia e a ciência, segundo o ponto de vista popular, notemos que existe na realidade uma tensão entre a Bíblia e o Cientismo [teoria que defende ser a ciência o único método para o conhecimento de todas as coisas] e não [uma tensão] entre a Bíblia e a ciência.” E isso ficou claro uma vez mais com uma pesquisa recente feita, desta vez, por matemáticos.
O artigo com os resultados da pesquisa foi publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Eles usaram inteligência artificial para criar uma estimativa de quantas pessoas poderiam ler e escrever durante certos períodos da Antiguidade. O grupo desenvolveu novas técnicas de processamento de imagens e reconhecimento de caligrafia. A tecnologia foi utilizada para investigar 16 inscrições encontradas em um forte em Arad, próximo ao Mar Morto.
Conforme informações da revista brasileira Galileu, as inscrições são datadas de 600 antes de Cristo e detalham alguns comandos militares comuns e pedidos de suprimentos. “Foram escritos em um tipo de cerâmica chamada ostraca durante o período do Primeiro Templo, 24 anos antes que o Reino de Jerusalém fosse conquistado pelo reinado babilônico. Até aí, tudo bem: a maioria dos pesquisadores concorda que os textos mais antigos são dessa época, representando que uma pequena elite estaria lendo e escrevendo nesse período. Mas será mesmo?”
Liderados pela matemática Shira Faigenbaum-Golovin, da Universidade de Tel Aviv, os pesquisadores recuperaram as inscrições usando os processadores de imagem e, então, utilizaram a ferramenta de reconhecimento de caligrafia para determinar quantas pessoas realmente escreveram na cerâmica. Com isso, dirimiram as dúvidas. A análise revelou pelo menos 16 autores diferentes na ostraca. Ao examinar o conteúdo do texto, os pesquisadores identificaram todas as posições militares de comando. Arie Shaus, uma das matemáticas da pesquisa, explica: “Até os comandantes de nível mais baixo podiam se comunicar por meio da escrita. Foi bastante surpreendente. ”
Conclusão da Galileu: “Se até os militares de patente mais baixa conseguiam ler e escrever por volta dos anos 600 a.C., é possível entender que a ‘proliferação da literatura’ já havia ocorrido muito antes, e que isso traz implicações para quando os primeiros livros da Bíblia foram escritos.” Segundo o arqueólogo ateu Israel Finkelstein, “se um grande número de pessoas pudesse ler o texto, seria mais fácil distribuir essas ideias para a população”. No caso da Bíblia, foi exatamente essa a ideia.
É interessante lembrar o relato de Juízes 8:14 segundo o qual um rapaz (algumas versões trazem “escravo”) escreveu uma lista de nomes para Gideão. Assim, em 1400 a.C., a maioria da população israelita era alfabetizada e capaz de ler as Escrituras.
A pesquisa dos matemáticos pode empurrar a origem dos primeiros textos bíblicos pelo menos dois séculos para o passado (ou mais, à medida que as técnicas forem aprimoradas). Podem ainda não ser as cronologias mais precisas, mas já servem para silenciar alguns críticos defensores da ideia de que a Bíblia teria sido resultado de uma composição bem mais recente do que se crê.
A arqueologia já vinha silenciando muitos críticos. Agora é a vez da matemática também fazer isso. Mais um ponto para a Bíblia.

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Aplicativo incentiva adolescentes a dedicar mais tempo à oração

 

Intenção é que aplicativo não seja utilizado apenas por adolescentes, mas se torne uma ferramenta para que a oração seja um hábito ainda mais constante (F0t0s: Jefferson Paradello)

Brasília, DF… [ASN] O Ministério do Adolescente da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países sul-americanos lançou recentemente o aplicativoPush, que foi desenvolvido para incentivar adolescentes a dedicar mais tempo à oração interecessora por seus amigos e familiares. Um de seus objetivos é funcionar como um lembrete, já que a maioria deles passa o dia conectado aos smartphones e em constante contato com diversas pessoas.

O nome do aplicativo, que vem da frase em inglês Pray Until Something Happens (ore até algo acontecer), foi pensada para ser um estímulo para esse público. Milca Souza, uma das idealizadoras da iniciativa, explica que a ideia surgiu quando foi observado que os materiais impressos voltados aos adolescentes não estavam atraindo a atenção deles.

“O Ministério do Adolescente na região Norte do Brasil se mobilizou para organizar reuniões com as diretoras desse departamento nas sedes regionais e com o pessoal da mídia para discutir uma melhor forma de produzir algo que fosse mais de acordo com o mundo deles e que despertasse o interesse pela oração”, esclarece a pedagoga.

Para que ficasse pronto, o aplicativo começou a ser pensado e estruturado há cerca de dois anos. Por ser voltado, primariamente, a um público específico, a produção contou com pesquisas realizadas com adolescentes, que participaram de reuniões, avaliações e testaram a ferramenta para aprovar os recursos implementados.

“O Ministério do Adolescente na região Norte do Brasil se mobilizou para organizar reuniões com as diretoras desse departamento nas sedes regionais e com o pessoal da mídia para discutir uma melhor forma de produzir algo que fosse mais de acordo com o mundo deles e que despertasse o interesse pela oração”, esclarece a pedagoga.

Para que ficasse pronto, o aplicativo começou a ser pensado e estruturado há cerca de dois anos. Por ser voltado, primariamente, a um público específico, a produção contou com pesquisas realizadas com adolescentes, que participaram de reuniões, avaliações e testaram a ferramenta para aprovar os recursos implementados.

Por estar disponível no smartphone, usuário pode criar lista para orar por amigos e familiares

Com o Push é possível agendar pedidos de oração de familiares ou de pessoas listadas em qualquer rede social que tenha seu respectivo aplicativo instalado no dispositivo móvel, como Whatsapp ou Facebook, por exemplo. Esse foi um dos diferenciais que mais chamou a atenção da estudante Lohara Lima, de 16 anos. “Achei bem divertido ver as fotos dos meus contatos do celular no app”, conta.

Além de adicionar os pedidos de oração, é possível compartilhar mensagem bíblicas diretamente por quem se quer orar. “A maioria dos adolescentes (e jovens também) não têm o hábito ou não conseguem lembrar dos vários pedidos de oração que são feitos”, constata Maisa Miranda, professora auxiliar de adolescentes em um dos templos adventistas do Centro-Oeste. “Nessa vida corrida sempre é bom ter um auxiliador da memória.”

Graciela Hein, diretora do Ministério do Adolescente da Igreja Adventista para oito países da América do Sul, acredita que com a correria do dia a dia é preciso chamar a atenção para o conselho bíblico de orar sem cessar. Por isso, o propósito é incentivar os adolescentes a dedicar mais tempo à oração. Ela credita que a tecnologia pode ser um estímulo para leva-los a ter um relacionamento mais próximo com Deus e com outras pessoas.

No entanto, o aplicativo não é limitado apenas a esse público. De acordo com ela, deve ser utilizado por mais gente. Disponível para dispositivos com os sistemas operacionais Android e iOS, pode ser baixado gratuitamente em português e espanhol nas respectivas lojas. [Equipe ASN, Jefferson Paradello, com colaboração de Aline do Valle]

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