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Segundo especialista, autoexame é essencial no combate ao câncer de mama

Escrito por Comunicação Ligado . Publicado em Features

Durante a campanha mundial Outubro Rosa, a Igreja Adventista incentiva mulheres a fazer o autoexame

 
Artur Nogueira, SP… [ASN] Originado na estrutura genética, o câncer altera o DNA e provoca mutações nas células saudáveis. Em alguns casos raros, a doença é hereditária, mas a grande maioria das vítimas a adquire ao longo da vida. O câncer de mama, por sua vez, é um tumor maligno que desencadeia o crescimento anormal das células mamárias, afetando principalmente o ducto e os glóbulos mamários.

Este é o câncer que mais mata mulheres no mundo. Somente em 2013, segundo o levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 14 mil mulheres morreram por causa da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 460 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo.

Apesar de ser predominante no sexo feminino, cerca de 1% das vítimas é do sexo masculino. A proporção é equivalente a um homem para cada 100 mulheres. Entre homens e mulheres, mais 1,8 milhão de pessoas têm a doença no mundo, segundo a OMS.

A grande questão em torno dela são os fatores de risco. Especialmente para as mulheres, as causas são: histórico familiar, menstruação precoce, idade superior a 35 anos, menopausa tardia, reposição hormonal, colesterol alto, obesidade, ausência de gravidez e lesões nos seios.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, os tumores na fase inicial não apresentam sintomas. Porém, quando algumas mulheres detectam o nódulo através do toque é porque a doença já está em um estágio muito avançado. “Para evitar o surgimento e o agravamento do câncer, a mulher precisa fazer exames preventivos, além de perceber todos os sinais que o corpo apresenta”, aconselha o oncologista e especialista em Mastologia, doutor Gustavo Gobetti.

Em relação aos sinais preliminares do câncer de mama, especialistas pontuam os mais recorrentes, tais como: vermelhidão na pele, alteração no formato dos mamilos e das mamas, nódulos na axila, secreção, pele enrugada e feridas.

Prevenção

Dados mais pessimistas da Sociedade Brasileira de Mastologia afirmam que uma a cada 12 mulheres terão câncer nas mamas até os 90 anos. Apesar de a ciência estimar o período para o desenvolvimento da doença, é possível diagnosticá-la a tempo e até mesmo combatê-la. Para Gobetti, “a melhor maneira de evitar o surgimento do câncer é ter hábitos saudáveis e uma alimentação adequada. No caso do fator hereditário, é preciso atenção e cuidado redobrado”, alerta.

Em ambos os casos, o autoexame é uma excelente maneira de descobri-la a tempo de realizar um tratamento eficaz. “Este e muitos outros tipos de câncer têm cura, mas o diagnóstico precoce é essencial para que isso seja possível”, complementa Gobetti.

Aprenda a fazer o autoexame:

Para a coordenadora da campanha de prevenção do câncer de mama da Igreja Adventista em todo o Estado de São Paulo, professora Irene Lisboa, “é de vital importância o exame periódico, pois toda a doença, até mesmo o câncer, quando descoberto em seu estágio inicial, é mais fácil controlar e também curar.”  

Apesar do preconceito do autoexame no âmbito cristão, Irene acredita que a tendência daqui pra frente é que cada dia mais dezenas de mulheres sejam conscientizadas pelas campanhas de incentivo da denominação religiosa.

Além do autoexame, a mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem devem ser feitos para identificar possíveis tumores em mulheres com mais de 40 anos. “Quando o tumor é pequeno, não é perceptível ao toque, por isso a mamografia é fundamental no processo de prevenção”, acredita Gobetti.

Tratamento

Existem muitos tipos de tumores mamários, mas duas classificações são importantes para o tratamento acontecer. Primeiro, identificar se o tumor é maligno ou benigno. Se o nódulo maligno for tratado na fase inicial, quando for menor que 1 centímetro, as chances de cura chegam a 95%. Segundo o doutor Gobetti, “o câncer de mama é uma doença grave, mas com o tratamento certo e o diagnóstico precoce, tem cura”, sublinha.

Independente do tipo de câncer, ele deve ser retirado cirurgicamente. No caso do de mama, o processo inclui a retirada completa ou parcial da mama, sobretudo se a doença apresentar metástase. Além disso, leva-se em consideração a saúde da mulher na ocasião da doença. Os resultados diferem quando avaliados em pacientes com idades de 40 para 70 anos, por exemplo.

O que mais impacta a mulher são os tratamentos posteriores à cirurgia, como quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, pois nessa fase os pelos de todo o corpo caem, o sistema imunológico fica vulnerável, entre outros sintomas. “Apesar dos efeitos colaterais serem bastante agressivos, eles também são temporários. O mais importante é que após o tratamento vem a cura”, comemora Gobetti.

Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Ao que tudo indica, a maior chance de cura do câncer de mama é o diagnóstico precoce. Apesar dos altos índices de mulheres vítimas da doença, muitas são as campanhas de orientação e prevenção. Portanto, o autoexame e a mamografia são os principais aliados da mulher. [Equipe ASN, Jhenifer Costa]

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