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Casamento e família: Deus não mudou seus planos!

Escrito por Comunicação Ligado . Publicado em Features

O divórcio foi legalizado no Brasil em 1977 e, já em 1984, foram registrados 30,8 mil casos. Em 1994, os números subiram para 94,1 mil, com um acréscimo de 205,1% em relação a 1984. Entre 1984 e 2014, no entanto, o crescimento chegou a 1.007%.[1] Mas este quadro é apenas a ponta do iceberg de um cenário ainda mais tempestuoso e escuro.

Vivemos nos dias da pós-modernidade que é absolutamente imanente e materialista[2], reduzida a uma mera e ‘inofensiva’ religiosidade light[3] em que a análise do contexto cultural é usada como critério absoluto para esquadrinhar as Escrituras.[4] Esse tipo de interpretação silencia o texto bíblico e a experiência pessoal do indivíduo se torna a base e teste para as vindicações das Escrituras. Com textos fora do contexto e leitura situacionista das Escrituras, defensores justificam a teologia feminista, a teologia da libertação[5] e até a Bíblia gay.[6] Esses são apenas alguns exemplos de como as Escrituras são privadas de significado e substituídas pela autoridade do próprio leitor.[7] Contudo, ”significado não é o nosso pensamento lido no texto, mas a verdade objetiva de Deus lida no texto”.[8]

O caldeirão filosófico da pós-modernidade é, também denominado, “pós-sexista”, “pós-nacionalista”, “pós-capitalista”, e “pós-socialista”.[9] Pretendendo ser a idade da cultura e da informação, esta época se constitui uma cultura de morte. Morte da razão, morte da história, morte da verdade absoluta, e da religião bíblica. É a cultura da “babelização” do hedonismo, subjetivismo, relativismo, sexo livre, anarquismo, nihilismo, orientalismo e holismo. Esses ingredientes nefastos formam a cosmovisão neopanteísta, que permeia boa parte da atual sociedade. Nesse cenário adverso emergem propostas grotescas, tais como o poliamorismo ou relações poliafetivas, baseadas nas premissas da afetividade e da pluralidade.[10]

A boa notícia é que Deus não mudou seus planos para o casamento e a família. Ele os instituiu no Éden antes da entrada do pecado. O Criador determinou o casamento monogâmico, entre um homem e uma mulher somente (Gênesis 2:18, 24). E ao longo da história confirmou esse sagrado propósito. O tempo do dilúvio foi de extrema corrupção, e desrespeito à instituição do casamento e da família (Gênesis 6:5). Profundamente triste pela degradação humana, e a fim de preservar uma descendência piedosa, Deus salvou apenas quatro casais de seres humanos na arca (vs.6). Eles eram tementes a Deus, e de casamentos monogâmicos (versículo 18).

O propósito divino para o casamento e a família também foi evidenciado quando Deus aprovou a atitude de Abraão em despedir Hagar, a fim de ficar apenas com sua esposa Sara (Gênesis 21:12). Por sua vez, Jesus e os apóstolos sancionaram o modelo bíblico de família em que o esposo tem uma só esposa (Mateus 19:4,5; João 2:1-12; 1 Timóteo 3:2, 12). Essa é uma poderosa evidência de que Deus não mudou os seus planos para a família. O sexo fora do casamento continua sendo pecado (Êxodo 20:14; João 8:11). E a menos que se arrependam, os adúlteros, os sodomitas, e todos os outros que pervertem a sagrada instituição do matrimônio e da família não entrarão no reino de Deus (1 Coríntios 6:9-11). Cristo advertiu que, nos últimos dias, o ambiente moral seria tão depravado como no tempo de Noé (Mateus 24:37-40). Seria por acaso, que em Apocalipse 14:7, aparece a expressão “fontes das águas” como alusão ao juízo? Amigo, Deus instituiu seu modelo de casamento e família para abençoar a humanidade. Portanto: “Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o Céu, e a Terra, e mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).

Referências
[1]http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/11/em-10-anos-taxa-de-divorcios-cresce-mais-de-160-no-pais.

[2]Aranda Fraga, “Hacia una Hermenéutica de la Escatología de nuestro tiempo”, en TeoBíblica, editada por Efrain Velázquez II, y Jorge Torreblanca, Vol. 1, Número 1, (Mayo 2015), 105, 106.

[3]Ibíd., 106.

[4]Justo L. González y Carlos Cardoza Orlandi, História do movimiento missionário, 1ª. Ed. (São Paulo: Editora Hagnos, 2008), 35, 36.

[5]Daniel Guimarães, Teologia da libertação (Rio de Janeiro: Juerp, 1984), 177.

[6]“Ativistas americanos criam Bíblia Gay”, Exame.abril.com.br,http://exame2.com.br/mobile/marqueting/noticias/ativistas-americanos-criam-biblia-gay?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter (Consultado en 20 de abril de 2016 a las 17:03h).

[7]Norman R. Gulley, Systematic Theology Prolegomena, (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2003), 438.

[8]Howard G. Hendricks, y William D. Hendricks, Vivendo na palabra, 1ª. Ed., (São Paulo: Editora Batista Regular, 1998), 193.

[9]Hans Küng, “The Re-emergence of the Sacred; Transmitting Religious Traditions in a Postmodern World,” Conservative Judaism, vol. 40 (Summer 1988), 14. Citado por Gulley, 478.

[10]http://arpen-sp.jusbrasil.com.br/noticias/100163131/artigo-o-poliamorismo-e-a-possibilidade-de-uniao-poliafetiva-por-ana-lucia-eduardo-farah-valente.

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